Mateus cruza o quarto erguendo os braços, avançando
num jovial impulso assassino, como se estivesse brincando, mas com algo
profundamente errado em seus movimentos.
Antes que você consiga reagir, ele já está sobre
você.
A mão que ainda segura a garrafa de líquido verde treme, e a
outra se fecha num punho duro.
O primeiro golpe vem rápido.
Você mal percebe o movimento, apenas sente o
impacto seco na lateral da cabeça.
Depois vem outro. E outro.
Seu colega ao lado grita alguma coisa, mas o som
parece distante, abafado, como se estivesse vindo do fundo de um túnel.
Mateus continua golpeando, os punhos caindo sobre
você como martelos.
Tudo
começa a girar.
As velas apagadas parecem se multiplicar no escuro.
O cheiro podre de peixe estragado invade seus
pulmões.
Seu corpo fica pesado.
Muito pesado.
As luzes do quarto se dissolvem num borrão
cinzento.
E então… tudo fica preto.
ADEUS VIDA
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